segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
TEXTÍCULOS 04
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
TEXTÍCULOS 03
19/02/17 - escrever
Ridicularizado por todos, passou a vida sem tirar as meias. A feiúra dos pés o constrangia mesmo quando estava só. Hoje as desvestiu em público, no vestiário da escola. Aconteceu de ontem se perceber amado.
18/02/17 - meias
Vagava pela cidade, e o odor acre lhe garantia comida sem muitas delongas, esmolas lançadas de longe e privacidade para sua tristeza. À noite, sob a velha marquise, intrigava os colegas barbeando-os gratuitamente e com aquela excepcional habilidade no manejo da navalha profissional.
17/02/17 - navalha
Loiro, procurava uma loira. Filhos loiros, esta a sua exigência. Após a sexta loira renegada, e seis rebentos rejeitados, veio-lhe, enfim, o filho loiro. Nasceu da sétima loira, que, oxigenada pelas outras seis, após o parto, rejeitou-o, negando-lhe comprovadamente a paternidade.
16/02/17 - loiro
Tinha sérias dificuldades com ela, pois a considerava muito violenta. Não utilizá-la, esta a sua norma. A questão é que a palavra aço continuava a existir, e o feria profundamente toda vez que pronunciada. Não teve dúvida, pôs fim aos tímpanos com uma lâmina de ... cirúrgico.
15/02/17 - aço
Poderia ser apenas Tripé, mas não, entendia-se especial, então, agregou o artigo “O”. À todas e todos que atendia, contava e recontava ser filho de um alemão “de passagem por aqui”, e que a mãe, negra, era dali mesmo, “desta zona onde fui criado e educado até fazer fama como O Tripé!”.
14/02/17 - tripé
Semanas sem carteiro, arrastou-se até a agência. Lá, a mão trêmula exigiu as cartas. O gerente, em não as tendo, entregou-lhe o recente telegrama. Já em casa, poltrona, óculos. Arrumou o coque e foi encontrada assim, uma mão com a fúnebre notícia, e a outra, firmemente apoiada no andador.
13/02/17 - carteiro
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
TEXTÍCULOS 02
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
TEXTÍCULOS
domingo, 29 de janeiro de 2017
MICROCONTOS 02
domingo, 22 de janeiro de 2017
MICROCONTOS
terça-feira, 8 de novembro de 2016
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
domingo, 2 de outubro de 2016
+ 03 livros
Estão no site da Amazon:
Pilulas De Caos - Inquietudes Rumo Ao Pouso - Histórias & Historietas
Bem legal o aplicativo gratuito, que permite que a leitura seja feita tanto no computador como no smartphone ou tablet: KINDLE
Uma pílula:
Uma inquietude:
Uma historieta: A CARRUAGEM
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Livro DESTINIA - POETRILHAS
quarta-feira, 30 de julho de 2014
NOVA ENTREVISTA PARA PERFIL LITERÁRIO-RADIO UNESP
Aproveitando a reestréia do espetáculo PEGASUS DESVARIO, o sempre gentil Oscar D'Ambrosio realizou esta entrevista no Programa Perfil, da Rádio UNESP.
Valeu!
PROGRAMA PERFIL - OSCAR D'AMBROSIO ENTREVISTA RUBENS CURI - 24-07-2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
ENTREVISTA PARA PERFIL LITERÁRIO - UNESP (2010)
Oscar D'Ambrósio entrevista Rubens Curi - Perfil Literário UNESP
segunda-feira, 22 de julho de 2013
LEMBRETE
terça-feira, 23 de abril de 2013
SOLIDÃO HUMANA
sábado, 7 de julho de 2012
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
PROFERIDO ESTÁ 07
Milton Santos:
O Brasil, pelas suas condições particulares desde meados do século 20, é um dos países onde essa famosa indústria cultural deitou raízes mais fundas e por isso mesmo é um daqueles onde ela, já solidamente instalada e agindo em lugar da cultura nacional, vem produzindo estragos de monta. Tudo, ou quase, tornou-se objeto de manipulação bem azeitada, embora nem sempre bem-sucedida. O Brasil sempre ofereceu, a si mesmo e ao mundo, as expressões de sua cultura profunda através do talento dos seus pintores e músicos e poetas, como de seus arquitetos e escritores, mas também dos seus homens de ciência, na medicina, nas engenharias, no direito, nas ciências sociais. Hoje, a indústria cultural aciona estímulos e holofotes deliberadamente vesgos e é preciso uma pesquisa acurada para descobrir que o mundo cultural não é apenas formado por produtores e atores que vendem bem no mercado. Ora, este se auto-sustenta cada vez mais artificialmente mantido, engendrando gênios onde há medíocres (embora também haja gênios) e direcionando o trabalho criativo para direções que não são sempre as mais desejáveis. Por estar umbilicalmente ligada ao mercado, a indústria cultural tende, em nossos dias, a ser cada vez menos local, regional, nacional. Nessas condições, é frequente que as manifestações genuínas da cultura, aquelas que têm obrigatoriamente relação com as coisas profundas da terra, sejam deixadas de lado como rebotalho ou devam se adaptar a um gosto duvidoso, dito cosmopolita, de forma a atender aos propósitos de lucro dos empresários culturais. Mas cosmopolitismo não é forçosamente universalismo e pode ser apenas servilidade a modelos e modas importados e rentáveis.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
PROFERIDO ESTÁ 06
Arthur Rimbaud, em Iluminuras:
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
DICAS DA SEGUNDA 06
* Se preferir (e puder), antes, dispa-se completamente.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
PROFERIDO ESTÁ 05
Friedrich Wilhelm Nietzsche, em Além do Bem e do Mal:
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
DICAS DA SEGUNDA 05

Onde estiver, escolha uma das janelas e vá até ela. Lá, fique de costas para a paisagem. Ouça os sons que vem de fora. Escolha um e imite-o, primeiramente baixinho, até sentir confiança. Assim que achar que está bem treinado, vire-se e emita o som janela à fora, o mais alto possível. Imediatamente se agache ou se esconda. Divirta-se com a delícia da molecagem. Pronto! Agora é voltar ao que estava fazendo ou começar seja lá o que for.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
PROFERIDO ESTÁ 04
Contra os Intelocratas - Olavo de Carvalho, no livro O Imbecil Coletivo.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
DICAS DA SEGUNDA 04
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
PROFERIDO ESTÁ 03
Por Nise da Silveira:
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
DICAS DA SEGUNDA 03

quarta-feira, 17 de agosto de 2011
PROFERIDO ESTÁ 02
Por Juddu Krishnamurti, em O Homem e seus Desejos em Conflito.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Dicas da Segunda 02

quarta-feira, 10 de agosto de 2011
PROFERIDO ESTÁ 01
Por OSCAR WILDE, em A Alma do Homem sob o Socialismo.
A maioria dos homens arruína suas vidas por força de um altruísmo doentio e extremado - são forçados, deveras, a arruiná-las. Acham-se cercados dos horrores da pobreza, dos horrores da fealdade, dos horrores da fome. É inevitável que se sintam fortemente tocados por tudo isso. As emoções do homem são despertadas mais rapidamente que sua inteligência; e, como ressaltei há algum tempo em um ensaio sobre a função da crítica, é bem mais fácil sensibilizar-se com a dor do que com a idéia. Conseqüentemente, com intenções louváveis embora mal aplicadas, atiram-se, graves e compassivos, à tarefa de remediar os males que vêem. Mas seus remédios não curam a doença: só fazem prolongá-la. De fato, seus remédios são parte da doença.
Buscam solucionar o problema da pobreza, por exemplo, mantendo vivo o pobre; ou, segundo uma teoria mais avançada, entretendo o pobre.
Mas isto não é uma solução: é um agravamento da dificuldade. A meta adequada é esforçar-se por reconstruir a sociedade em bases tais que nela seja impossível à pobreza. E as virtudes altruístas têm na realidade impedido de alcançar essa meta. Os piores senhores eram os que se mostravam mais bondosos para com seus escravos, pois assim impediam que o horror do sistema fosse percebido pelos que o sofriam, e compreendido pelos que o contemplavam.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Dicas da Segunda 01
segunda-feira, 16 de maio de 2011
AGIR
O buraco é muito largo e não cabe dentro (do peito).
Dentro muitas coisas se acumulam (no peito).
Acumulam abstratas sensações inclassificáveis (pelo peito).
Inclassificáveis, patológicas se mostram (ao peito).
Mostram a característica do que ocorre (na mente).
Ocorre desde há algumas horas (pela mente).
Horas onde a consciência largou o leme (à mente).
Leme frouxo, buraco grande (da mente).
Grande espaço para fina percepção (do corpo).
Percepção aliada do centro (no corpo).
Centro que é eixo (do corpo).
Eixo da ação (pelo corpo).
domingo, 7 de novembro de 2010
SOLITUDE

Ouvindo-me, escuto a humanidade inteira.
Vendo-me, enxergo-a completamente.
Sentindo-me, inteiramente, liberto-a.
Liberta, completa, esquece-me - morro.
Esquecido, exerço-me livre e completamente - vivo.
Mesmo tendo esta aparência incongruente,
É assim que se dá o fato, em si.
Mesmo sendo assim que o fato se dá,
Temos a incongruente sensação de assim não ser.
Em sendo ou não, a questão fica posta, aqui,
Em pleno título.









