Por Juddu Krishnamurti, em O Homem e seus Desejos em Conflito.
portas abertas artista escancara alma mostro ponho coloco arrisco lanço e peço como qualquer um destes muitos nós que pedem vejam falem espalhem comunguem participem recebam afetem em qualquer viés do afeto que carece do ir e vir entre os entres nossos nossas fragilidades talvez forças mais pulsão do que função que em sendo assim anseia função à pulsão também desta que aqui está:

A maioria dos homens arruína suas vidas por força de um altruísmo doentio e extremado - são forçados, deveras, a arruiná-las. Acham-se cercados dos horrores da pobreza, dos horrores da fealdade, dos horrores da fome. É inevitável que se sintam fortemente tocados por tudo isso. As emoções do homem são despertadas mais rapidamente que sua inteligência; e, como ressaltei há algum tempo em um ensaio sobre a função da crítica, é bem mais fácil sensibilizar-se com a dor do que com a idéia. Conseqüentemente, com intenções louváveis embora mal aplicadas, atiram-se, graves e compassivos, à tarefa de remediar os males que vêem. Mas seus remédios não curam a doença: só fazem prolongá-la. De fato, seus remédios são parte da doença.
Buscam solucionar o problema da pobreza, por exemplo, mantendo vivo o pobre; ou, segundo uma teoria mais avançada, entretendo o pobre.
Mas isto não é uma solução: é um agravamento da dificuldade. A meta adequada é esforçar-se por reconstruir a sociedade em bases tais que nela seja impossível à pobreza. E as virtudes altruístas têm na realidade impedido de alcançar essa meta. Os piores senhores eram os que se mostravam mais bondosos para com seus escravos, pois assim impediam que o horror do sistema fosse percebido pelos que o sofriam, e compreendido pelos que o contemplavam.
O buraco é muito largo e não cabe dentro (do peito).
Dentro muitas coisas se acumulam (no peito).
Acumulam abstratas sensações inclassificáveis (pelo peito).
Inclassificáveis, patológicas se mostram (ao peito).
Mostram a característica do que ocorre (na mente).
Ocorre desde há algumas horas (pela mente).
Horas onde a consciência largou o leme (à mente).
Leme frouxo, buraco grande (da mente).
Grande espaço para fina percepção (do corpo).
Percepção aliada do centro (no corpo).
Centro que é eixo (do corpo).
Eixo da ação (pelo corpo).





Sempre se tem a noção medida e calculada de que está sendo o que está sendo?
Não, é claro!
Então porque a hegemonia do pensar que assim é? Se bem que não é a hegemonia do pensar, mas a facilidade de assim habituar – creio. Uma equação equívoca para mentes equivocadas. Se bem que não é a mente a equivocada, mas o cérebro e seu habituar – vejo.
Certa vez disse que nada é linear. E assim o é! E porque então a alma presa na reta? Se bem que não é a alma a presa da reta, mas o medo. Ou melhor, o medo é o estratagema da reta. E isto sempre, mesmo que curva pareça - observo.
Dizem o aprendizado plantar e a educação construir o futuro de cada e todos. E o hoje futuro de ontem a quantas anda por dentro dos humanos seres em suas íntimas “colheita” e “arquitetura“?
Anda, dizem.
Desanda - digo!
Anda, aceito, como sempre andou: aos empurrões entre o abaixo da cintura e o acima do pescoço. Desanda, escrevo, desandando as vísceras e destemperando os sabores do órgão que cria e ama - alma.
E tudo é e está como é e está em estando e sendo. E não há nada de errado aí, aqui ou lá. Tudo está certo – admito. Se tudo faz parte da trama... Se não cai uma folha sem a autorização Daquele, ou de Outro que já se foi, ou de Um que talvez venha... Então está tudo certo, não é mesmo? Mesmo estando errado, não é mesmo? Então se pode dizer que certo e errado, em seu nascedouro, são o mesmo, não é mesmo?
Então porque a hegemonia do habito de pensar em certo e errado? Não é mesmo? Então porque o habito de o cérebro equivocar certo e errado? Não é mesmo? Então porque a reta e seu estratagema, o medo, conduzirem pensamento, aprendizado e educação? Não é mesmo?
Sim! É mesmo!